Artigo

Passos para vender e comprar idéias*

(Uma idéia é absolutamente fascinante e absolutamente inútil,
basta optarmos em colocá- la em prática)
Richard Bach

Quem já não leu a frase: o bom desempenho de hoje poderá ser o fracasso de amanhã. Todos nós sabemos que o resultado da globalização levou muitos profissionais a se modificarem para serem competitivos.

Quem já não escutou aquela frase: temos de escutar o cliente, identificar a necessidade e buscar a sua satisfação.

Trabalhar somente com a necessidade do cliente é insuficiente, pois alguém ou o concorrente poderá criar algo de novo, que atenda e supere as expectativas daquele cliente que você tanto escutou, resultando na troca de fornecedor. Você escutou, adaptou-se ao cliente, mas não criou algo de novo: perdeu o cliente.

A criatividade no processo de negociação, a busca da solução de problemas envolve o ato de escutar e requer a visão dos dois lados da moeda.

O desenvolvimento da percepção dos negociadores favorece a visão geral e específica do cenário de negociação, assim como estimula a intuição e melhora a argumentação, trazendo resultados favoráveis para as organizações. Pelo menos é o que temos percebido nas rodadas de negócios que temos tratado durante os treinamentos.

É interessante ressaltar que nem sempre precisamos de uma grande idéia, revolucionária ou original. A simplicidade poderá ser poderosa na resolução do problema e na criação de produtos ou serviços. Lembre-se sempre do poder da simplicidade, pois podemos ter uma idéia simples que gere grandes resultados.

Muitas idéias são perdidas porque são mal vendidas ou comprada de forma errada, trazendo prejuízo para as organizações, comprometendo a negociação e perdendo clientes. É preciso que se comuniquem corretamente e que se interajam, unindo forças.

A criatividade não fica fora desse contexto, principalmente quando vamos vender ou comprar uma idéia.

Aprender a dar um passo para trás, olhar de diferentes ângulos e pensar de maneira renovada é ser flexível, entretanto, temos de tomar cuidado porque as experiências passadas tendem a bloquear-nos e quando vamos comunicar uma idéia e não conseguimos ter o resultado esperado.

É preciso sair dos limites internos, da caixinha, para poder solucionar problemas e criar, assim como vender e entender a idéia.

*Maria Inês Felippe é consultora e palestrante, especialista em Criatividade, Inovação e Gestão, e autora do livro 4 C's para Competir com Criatividade e Inovação, pela Editora Qualitymark - www.mariainesfelippe.com.br

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Manter a motivação - Eis o grande desafio da liderança

A primeira pergunta que me fazem a respeito da motivação de pessoas é: “Qual a maneira de estimular uma equipe desmotivada?”

Primeiro, temos de entender a causa da desmotivação da equipe para poder mos agir de forma eficaz. Segundo, há vários fatores que levam à desmotivação. Terceiro, além de perceber a causa da desmotivação, precisamos entender o comportamento dos funcionários para perceber se é desmotivação ou falta de outras competências. Como exemplo, temos a falta de iniciativa ou de prontidão. Quarto, vemos que o líder de sucesso tem de observar dois lados da moeda: resultado e motivação . Liderar é buscar resultados pela motivação. Assim, o líder completo é aquele que consegue buscar resultados não negligenciando a motivação.
Os manuais explicam que ser um bom líder é aquele que sabe comporta-se adequadamente de acordo com as mais diversas situações, ou seja, aquele que consegue perceber cada uma delas e consegue adaptar o método de liderança às circunstâncias, como também é aquele que deverá ser flexível agindo de acordo com o estilo do liderado e da sua equipe, ou então, ouvirá falar que deverá,ser sincero e transparente , pró-ativo, curioso, audaz, automotivado naturalmente, motivador; assumir riscos; apresentar uma postura positiva diante da vida, ter autoconhecimento, visão de futuro e, acima de tudo, ter um equilíbrio emocional, além de saber “voar de asa-delta”. Jamais deverá utilizar, no seu discurso, a palavra funcionário e sim colaborador , não devera falar eu mas nós e, no final do seu discurso, agradecer o empenho de todos, dizendo que fazem parte de uma grande família.

A lista não termina aí. Você será lembrado constantemente de ser ético, como se precisasse ser lembrado ou estarão duvidando de você.

Já recebeu vários títulos e condecorações, foi chamado de Feitor, Capitão, Maquiavel, Monitor, “Puxa-saco”, “Dedo-duro”, Chefe, Coordenador, Supervisor; numa linguagem mais moderna, Facilitador, agora não mais Chefe e, sim, Líder, Mentor, Coaching e, a partir destes, quais serão os próximos que receberá?
Ufa! Tantas instruções! Quantos títulos!. Pelo jeito você tem mesmo de ser um super-homem ou uma “big-mulher”.

O que temos reforçado nos treinamentos e nas palestras é a importância dos diálogos e que a liderança é a busca de resultados, mediante recursos tecnológicos, financeiros, mercadológicos, humanos e ela poderá ser desenvolvida, a partir do momento em que você, líder, tiver basicamente dois focos de atenção:

•  no resultado esperado pela organização por meio de ações estratégicas;
•  no desenvolvimento humano, favorecendo atingir os objetivos propostos.

Cada vez mais a liderança está envolvida em grandes desafios, particularmente consideramos dois desafios: 1-gerar e gerir o equilíbrio entre produtividade e motivação 2- estabelecer a real parceria na busca da melhoria contínua e desenvolvimento. Em ambos encontramos a importância da criatividade e inovação.

A nossa experiência, em diversas empresas, fazem-nos assinalar: “ Não se iluda!”; “Não espere da equipe aquilo que você não é!”; “Numa empresa, nada ocorre de baixo para cima. Você - como líder - ou dá o exemplo, ou nada, ou pouco ocorrerá”; “Não exija que o pessoal trabalhe em equipe se você não trabalha“; “Não espere que as pessoas sejam criativas, se você bloqueia ou inibe as novas idéias”. É pelas pequenas atitudes e comportamentos que emitimos, que passamos a nossa visão e nossos valores na realidade. Devemos deixar de representar vários personagens de filmes de ficção. Lidere pela sua conduta própria. A experiência também nos aponta que a maioria das atitudes positivas ou negativas somente são tomadas quando os homens estão em grupo, pois, sozinhos, estes não se manifestam. Desta forma, o sucesso de uma organização é substancialmente influenciado pelo desempenho de diversos grupos que interagem entre si e por toda a hierarquia da empresa, tanto verticalmente quanto horizontalmente.

As soluções dos problemas, lançamentos de novos produtos, ações e decisões são resultados de um conjunto de cadeia produtiva, criativa, que perpassa do presidente ao operário e, em todas as etapas, podemos perceber que existe entre o cérebro para pensar, as mãos para executar. Neste caminho, bem no meio, há o coração, para sentir, tanto dos lideres quanto dos liderados.

As pessoas efetivamente se envolvem, “vestem” a camisa, quando se emocionam pelo que fazem, percebem a possibilidade de criar, inovar, fazer diferente. Há quem diz: “Sem ‘tesão', não há solução”.
Eu gostaria de ressaltar mais : “Você que é responsável pelos resultados da empresa, deve lembrar-se de que, em todo o processo, há pessoas: gente lidando com gente!”

*Maria Inês Felippe é consultora e palestrante, especialista em Criatividade, Inovação e Gestão, e autora do livro 4 C's para Competir com Criatividade e Inovação, pela Editora Qualitymark - www.mariainesfelippe.com.br

 
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