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Fecomercio faz alerta
01/10/2008
A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), afirma que o Banco Central deveria se preocupar com o risco latente de uma forte retração de nível de atividade interna em 2009, o que torna ainda mais possível diante da sistemática política do aumento de juros.

Mesmo com o agravamento da crise global, a economia brasileira encontra-se no contra-fluxo da tensão internacional, o que para o Banco Central ainda não é sinal de alerta, pois o mesmo encontra-se focado exclusivamente na demanda doméstica, como potencial fator de pressão inflacionária. Por isso, a trajetória da elevação da taxa de juros pelo BC deve persistir, mas deverá causar problemas em 2009.
Segundo a entidade, diante das turbulências internacionais é previsto um cenário de oferta de crédito naturalmente menor do que o atual, através de maior seletividade, menores prazos, maiores custos e menores volumes. O consumo mediante tal panorama tende a ser mais contido, afastando os riscos inflacionários que hoje são justificativos para altas taxas de juros.

O arrefecimento do crédito também será refletido diretamente às empresas, afinal, cerca de 18% dos empréstimos fornecidos à elas são captados no exterior. O crédito interno já está com um viés de arrefecimento, conseqüência da alta desde abril da taxa de juros
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Endividamento sofre elevação de 8%
23/09/2008
O aumento registrado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), chegou a 8%, passando de 45% em agosto, para 53% em setembro. Em relação ao mesmo período de 2007, quando o indicador atingiu 59%, houve queda de 6%.

Segundo a Fecomercio, a expansão da massa real de rendimentos verificada nos últimos meses e a expansão da oferta de crédito têm impedido que o aumento do endividamento das famílias se traduzisse em elevados níveis de inadimplência.

De acordo com a pesquisa, entre os consumidores com rendimento de até 3 salários mínimos, 58% têm algum tipo de dívida. Na faixa de renda de 4 a 10 salários, 57% estão endividados, enquanto famílias que ganham mais de 10 salários mínimos o percentual de endividamento alcança cerca de 40%.

 

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